Um ano, muitas festas.
Aparece muitas vezes com o nome babilônico em Estér (3:7: "lançou-se o pur, isto é, a sorte... para o décimo segundo mês, que é o mês de Adar") e em Ezrá 6:15, quando o Segundo Templo é concluído. É o sexto mês do calendário hebraico atual, mas o décimo segundo da contagem bíblica. Tem 29 dias em anos comuns; nos anos bissextos há dois Adares (ver o verbete Chodashím).
É o mês da alegria: "quando entra Adar, multiplica-se a alegria" (Taanít 29a). Purím é o mundo às avessas — fantasias, paródias, o purimshpil, a ordem talmúdica de beber até não distinguir —, e por um dia as hierarquias se mostram reversíveis. Sob a farsa, o tema mais sério do calendário: uma judia na diáspora que esconde e depois revela sua identidade para salvar seu povo, num livro em que Deus não é mencionado uma vez sequer. Adar é o único mês cujo nome está gravado na origem de uma festa: Purím vem do pur, o sorteio que caiu em Adar.
Em Israel, o fim do inverno e a chegada da primavera: as últimas chuvas, os campos vermelhos de papoulas e anêmonas. No Brasil, cai entre fevereiro e março, fim do verão — e Purím costuma chegar perto do Carnaval, como mais de uma comunidade brasileira já notou.
Quatro Shabatot especiais preparam Purím e Pêssach: Shekalim (o meio-shékel), Zachor (lembrar Amalék), Pará (a vaca vermelha) e haChódesh ("este mês será para vós"). E a tradição situa em 7 de Adar o nascimento e a morte de Moshé — dia em que as Chevrót Cadishá tradicionalmente jejuam e celebram, porque Deus mesmo o sepultou.
Adar não é citado na Torá, apenas em outros livros do Tanach.
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