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Parashá

O ciclo do ano

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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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אָב
Av

A coincidência com o hebraico av, "pai", é apenas coincidência. A tradição adotou o costume de chamá-lo Menachém Av, "Av consolador", porque o luto do dia 9 desemboca nas sete semanas de consolo. O nome babilônico não aparece no Tanach. É o décimo primeiro mês do calendário hebraico atual, mas o quinto da contagem bíblica. Tem sempre 30 dias.

É o mês que cai e levanta em seis dias. A primeira metade desce até o chão de Tishá beÁv — o jejum maior de 25 horas pela destruição dos dois Templos e, na memória tradicional, por outras catástrofes da mesma data: o decreto contra a geração dos espiões, a queda de Betar, a expulsão da Espanha em 1492. Lê-se Eichá sentado no chão, à meia-luz. A segunda metade sobe pela dança de Tu beÁv (a Mishná diz que "não houve dias tão bons para Israel como o 15 de Av e Yom Kipúr"; hoje é o dia do amor em Israel) e pelas palavras de Yeshaiáhu no Shabat Nachamú, "consolai, consolai o meu povo", que abrem as sete haftarot de consolação até Rosh haShaná. "Quando entra Av, diminui-se a alegria" (Taanít 26b) — e a tradição diz que o Mashiach nasce em Tishá beÁv: do fundo da perda, o germe do consolo.

O movimento reformista teve historicamente relação ambivalente com a data (não se pranteia um Templo cuja restauração não se deseja), mas a ressignificou: dia de memória das catástrofes judaicas e de reflexão sobre suas causas — o Talmud culpa o sinat chinám, o ódio gratuito entre judeus.

Em Israel, o auge do calor: o mês mais quente do ano, seco, sem uma nuvem. No Brasil, cai entre julho e agosto, inverno e férias escolares.

Av começa com a morte do homem da paz, Aharón — o único yahrzeit que a Torá data com dia, mês e ano — e termina no mês da reconciliação, Elul: a arquitetura do calendário parece deliberada.

Aparece em
43. MasseiII MelachímYirmiáhuZecharyáEichá
Etimologia
Do acádico abu, de etimologia incerta — há quem o ligue a "juncos, canas", há quem o associe a tochas ou fogueiras do verão.
Nome de origem acádia (babilônico-assíria).
Como em:NevuchadnetsárNevuzaradánBelshatsárMerodach-BaladánSancherívRavshakéMordecháiMezuzáAmrafélAryóchTidálTishreiChesvanKislevTevetShevatAdarNissanIyarSivanTamuzElul
Conexões
Na Torá e no Tanach
43. Massei — Aharón morre "no quinto mês, no primeiro dia": o único yahrzeit datado na Torá
II Melachím25:8 — o Templo incendiado "no quinto mês, no dia 7"
Yirmiáhu52:12 — "no dia 10"; o Talmud fixou o 9
Zecharyá8:19 — "o jejum do quinto mês"
EicháO lamento lido em Tishá beÁv, sentado no chão, à meia-luz
Eventos e episódios
AharónMorre em 1 de Av (): o único yahrzeit datado na Torá
Calendário
TamuzMês anterior
ElulMês seguinte
Tishá beÁvJejum — 9, precedido pelos Nove Dias
Estrutura
Calendário Hebraico (Meses)Um dos doze meses do ano judaico
Roteiros de estudo
Lembrar para não repetir