Temas

O que você quer encontrar na Parashá da Semana?

Verbetes para todo tipo de curioso.

Roteiros de estudo

Percursos pelo que se repete, parashá a parashá.

Todos os roteiros ›

Parashá

O ciclo do ano

←Voltar

As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

—
—

 

Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
—
—
—
—
—
Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
←Voltar
חֶשְׁוָן
Chesvan

Antes do exílio chamava-se Bul (: "no mês de Bul, que é o oitavo mês, a casa foi terminada"), nome talvez ligado à chuva (mabúl, dilúvio) ou à colheita (yevúl). O nome babilônico chegou como Marcheshvan, e a explicação popular leu no "Mar" a palavra hebraica mar, "amargo": o mês amargo por não ter festas. Não é a etimologia, mas virou a poesia do mês.

É o segundo mês do calendário hebraico atual, mas o oitavo da contagem bíblica. Tem 29 ou 30 dias — junto com Kislev, é um dos "amortecedores" que esticam ou encolhem para que o Rosh haShaná seguinte caia no dia certo.

É o mês comum. Depois do turbilhão de Tishrei, a rotina: trabalho, escola, chuva. É quando se descobre se a inspiração das grandes festas sobrevive ao cotidiano — e a leitura liberal gosta dele justamente por isso: a santidade que Kedoshím pede mora nos dias sem festa. É o único mês sem nenhuma data litúrgica, nem festa, nem jejum, nem meia-festa. Um midrash (Yalkut Shimoni) diz que o mês "ficou ofendido" quando Shlomo terminou o Templo em Bul e esperou até Tishrei para inaugurá-lo, e que Deus prometeu compensá-lo: o Templo futuro seria inaugurado em Chesvan.

Em Israel, outono: as chuvas se instalam, os campos reverdecem, e em 7 de Chesvan a liturgia passa a pedir chuva explicitamente (veten tal umatar), data fixada para dar tempo de o último peregrino de Sucót voltar para casa sem se molhar. No Brasil, cai entre outubro e novembro: primavera.

Sem festas antigas, o mês ganhou datas modernas: o assassinato de Yitzchak Rabin (12) e a Kristallnacht (15–16). E ganhou uma festa que o judaísmo ashkenazita e sefaradita não conheciam: o Sigd, dos judeus da Etiópia (29), cinquenta dias depois de Yom Kipúr, com jejum, subida a um monte, leitura da Torá e renovação da aliança, à maneira de — feriado nacional em Israel desde 2008, lembrete de que o calendário judaico tem mais de uma voz.

Nas parashiot lidas em Chesvan (Nóach, Lech Lechá, Vayerá, Chayei Sará), Avrahám e Sará começam a jornada. O mês sem festas é o mês em que se parte.

Aparece em
2. NóachI Melachím
Etimologia
Do acádico waraḫsamnu, literalmente "oitavo mês" (waraḫ, mês + samnu, oitavo). Ao passar para o hebraico, o w virou m e sobrou Marcheshvan.
Nome de origem acádia (babilônico-assíria).
Como em:NevuchadnetsárNevuzaradánBelshatsárMerodach-BaladánSancherívRavshakéMordecháiMezuzáAmrafélAryóchTidálTishreiKislevTevetShevatAdarNissanIyarSivanTamuzAvElul
Conexões
Na Torá e no Tanach
2. Nóach — as águas começam "no segundo mês, no dia 17": Chesvan, se o Dilúvio conta de Tishrei
I Melachím6:38 — Shlomo termina o Templo "no mês de Bul, que é o oitavo mês"
Eventos e episódios
DilúvioSe o Dilúvio conta de Tishrei, começou em Chesvan ()
Calendário
TishreiMês anterior
KislevMês seguinte
Assassinato de Itzhak RabinSéculo XX — 12 (4 de novembro de 1995)
Noite dos CristaisSéculo XX — 15–16 (9–10 de novembro de 1938)
Estrutura
Calendário Hebraico (Meses)Um dos doze meses do ano judaico
Roteiros de estudo
Caldeirão cultural