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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Aparece com o nome babilônico em : "a muralha ficou pronta em 25 de Elul, em 52 dias" — Jerusalém reconstruída às vésperas do ano novo. É o décimo segundo e último mês do calendário hebraico atual, mas o sexto da contagem bíblica. Tem sempre 29 dias: o ano judaico termina sempre em 29 de Elul, na véspera de Rosh haShaná.
É o mês da preparação — o mês que existe para o mês seguinte. Sem festa, sem jejum, sem símbolo, Elul é o trabalho interior: o shofar tocado ao fim da reza da manhã em todos os dias de semana (Maimônides explica: "acordai, adormecidos, do vosso sono" — o shofar de Elul é o despertador, o de Rosh haShaná, o alarme); o Salmo 27 duas vezes ao dia; as Selichót, as súplicas de perdão ditas de madrugada — o mês inteiro entre os sefaradim, a partir do sábado anterior a Rosh haShaná entre os ashkenazim, num serviço noturno que muitas comunidades liberais transformaram num dos momentos mais bonitos do ano. É costume pedir perdão às pessoas, visitar túmulos e mandar votos de shaná tová. A tradição leu o nome do mês como acróstico de Aní leDodí veDodí li, "eu sou do meu amado e o meu amado é meu" (): a teshuvá não como tribunal, mas como reencontro. É o que o judaísmo liberal chama de cheshbón hanéfesh, o balanço da alma, feito devagar, para chegar a Tishrei com a conta feita.
Em Israel, o fim do verão: ainda quente e seco, mas as noites já refrescam e o ano agrícola está por virar. No Brasil, cai entre agosto e setembro, fim do inverno com a primavera à porta. Nos dois hemisférios, Elul é um mês de véspera.
Elul não é citado na Torá, apenas em outros livros do Tanach.