Temas

O que você quer encontrar na Parashá da Semana?

Verbetes para todo tipo de curioso.

Roteiros de estudo

Percursos pelo que se repete, parashá a parashá.

Todos os roteiros ›

Parashá

O ciclo do ano

←Voltar

As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

—
—

 

Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
—
—
—
—
—
Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
←Voltar
אֱלוּל
Elul

Aparece com o nome babilônico em : "a muralha ficou pronta em 25 de Elul, em 52 dias" — Jerusalém reconstruída às vésperas do ano novo. É o décimo segundo e último mês do calendário hebraico atual, mas o sexto da contagem bíblica. Tem sempre 29 dias: o ano judaico termina sempre em 29 de Elul, na véspera de Rosh haShaná.

É o mês da preparação — o mês que existe para o mês seguinte. Sem festa, sem jejum, sem símbolo, Elul é o trabalho interior: o shofar tocado ao fim da reza da manhã em todos os dias de semana (Maimônides explica: "acordai, adormecidos, do vosso sono" — o shofar de Elul é o despertador, o de Rosh haShaná, o alarme); o Salmo 27 duas vezes ao dia; as Selichót, as súplicas de perdão ditas de madrugada — o mês inteiro entre os sefaradim, a partir do sábado anterior a Rosh haShaná entre os ashkenazim, num serviço noturno que muitas comunidades liberais transformaram num dos momentos mais bonitos do ano. É costume pedir perdão às pessoas, visitar túmulos e mandar votos de shaná tová. A tradição leu o nome do mês como acróstico de Aní leDodí veDodí li, "eu sou do meu amado e o meu amado é meu" (): a teshuvá não como tribunal, mas como reencontro. É o que o judaísmo liberal chama de cheshbón hanéfesh, o balanço da alma, feito devagar, para chegar a Tishrei com a conta feita.

Em Israel, o fim do verão: ainda quente e seco, mas as noites já refrescam e o ano agrícola está por virar. No Brasil, cai entre agosto e setembro, fim do inverno com a primavera à porta. Nos dois hemisférios, Elul é um mês de véspera.

Elul não é citado na Torá, apenas em outros livros do Tanach.

Aparece em
21. Ki TissáEsdras-Neemias
Etimologia
Do acádico elūlu ou ulūlu, provavelmente "colheita" — ou, para outros, "purificação".
Nome de origem acádia (babilônico-assíria).
Como em:NevuchadnetsárNevuzaradánBelshatsárMerodach-BaladánSancherívRavshakéMordecháiMezuzáAmrafélAryóchTidálTishreiChesvanKislevTevetShevatAdarNissanIyarSivanTamuzAv
Conexões
Na Torá e no Tanach
21. Ki TissáOs segundos quarenta dias no Sinai, sem data no texto; a tradição: de 1 de Elul a 10 de Tishrei
Esdras-Neemias — a muralha concluída em 25 de Elul
Eventos e episódios
Tábuas (da Lei)Tradição: Moshé sobe em 1 de Elul pelas segundas tábuas
Conceitos relacionados
RetornoO mês da teshuvá: shofar, Salmo 27, Selichót e balanço da alma
Calendário
AvMês anterior
TishreiMês seguinte
Rosh haShanáElul é o mês de preparação: shofar diário, Salmo 27 e Selichót
Rosh Chódesh1 de Elul: ano novo dos animais (Mishná Rosh haShaná 1:1)
Estrutura
Calendário Hebraico (Meses)Um dos doze meses do ano judaico