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Parashá

O ciclo do ano

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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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כִּסְלֵו
Kislev

Sem nome cananeu conhecido, Kislev chega ao Tanach já com o nome babilônico (, ). É o terceiro mês do calendário hebraico atual, mas o nono da contagem bíblica. Tem 29 ou 30 dias.

É o mês da luz na escuridão. Chanucá cai perto do solstício, na semana mais escura do ano em Israel — e é para essa escuridão que a chanukiá foi pensada: uma vela a mais a cada noite, junto à janela, para que quem passa na rua veja. É a única festa que atravessa dois meses (de 25 de Kislev a 2 ou 3 de Tevet), de modo que Rosh Chódesh Tevet cai sempre dentro dela. E é a festa da diáspora por excelência: sua história se passa na terra de Israel, mas seus costumes — o sevivón, as sufganiot, o dinheiro de Chanucá — cresceram longe dela. Chanucá não está na Torá nem no Tanach: sua fonte histórica são os livros dos Macabeus, preservados fora do cânon judaico, e o Talmud, que preferiu contar o milagre do azeite à guerra.

Em Israel, o começo do inverno: dias curtos, frio, chuva e, nas montanhas, às vezes neve. No Brasil, cai entre novembro e dezembro, no fim da primavera e começo do verão. A festa das luzes brasileira acontece nos dias mais longos do ano — uma inversão que vale contar às crianças.

Kislev é conhecido como "o mês dos sonhos": as parashiot que costumam ser lidas nele (Vayetsé, Vayéshev, Mikéts) concentram quase todos os sonhos da Torá — a escada de Yaacóv, os feixes e as estrelas de Yosséf, o copeiro e o padeiro, as vacas de Paró.

Chagai registra o alicerce do Segundo Templo lançado em 24 de Kislev, véspera da data que Chanucá consagraria séculos depois.

Kislev não é citado na Torá, apenas em outros livros do Tanach.

Aparece em
YirmiáhuZecharyá
Etimologia
Do acádico kislimu, de etimologia incerta — há quem o ligue a uma raiz que significa "espesso, cheio", pelas chuvas pesadas, e há quem o associe ao hebraico késsel, "confiança, esperança" (Tehilím 78:7).
Nome de origem acádia (babilônico-assíria).
Como em:NevuchadnetsárNevuzaradánBelshatsárMerodach-BaladánSancherívRavshakéMordecháiMezuzáAmrafélAryóchTidálTishreiChesvanTevetShevatAdarNissanIyarSivanTamuzAvElul
Conexões
Na Torá e no Tanach
YirmiáhuCap. 36 — "no nono mês", o rei Yehoyakim queima o rolo das profecias junto ao braseiro
Zecharyá7:1 — em Kislev chega a pergunta sobre os jejuns; a resposta: Deus prefere justiça a jejum
Calendário
ChesvanMês anterior
TevetMês seguinte
ChanucáRabínica — de 25 de Kislev a 2 ou 3 de Tevet
Estrutura
Calendário Hebraico (Meses)Um dos doze meses do ano judaico