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Parashá

O ciclo do ano

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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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שְׁבָט
Shevat

Aparece com o nome babilônico em ("no dia 24 do décimo primeiro mês, que é o mês de Shevat"), na noite das visões do profeta. É o quinto mês do calendário hebraico atual, mas o décimo primeiro da contagem bíblica. Tem sempre 30 dias.

É o mês da renovação silenciosa. Nada floresce em Shevat de forma visível, exceto a amendoeira (shkediá), branca e rosa antes de qualquer outra árvore — por isso ela virou o símbolo de Tu biShvát: a seiva que sobe antes de aparecer. A data nasceu como marco fiscal para os dízimos das frutas (e foi disputa: a escola de Shamai dizia 1 de Shevat, a de Hilel, 15; venceu Hilel, como quase sempre), e foi replantada pelos cabalistas (o sêder das quatro taças, do branco ao tinto), pelos pioneiros sionistas (o plantio) e pelo judaísmo liberal contemporâneo (o "dia da Terra" judaico). Poucas datas cresceram tanto a partir de tão pouco.

Em Israel, o fim do inverno: ainda chove, mas a amendoeira já está em flor. No Brasil, cai entre janeiro e fevereiro, no auge do verão: o "ano novo das árvores" brasileiro acontece com as árvores em plena folha, e muitas comunidades adaptam o sêder com frutas tropicais.

Shevat guarda a data mais precisa de toda a Torá para o início de um livro: Devarím, o longo discurso de despedida, começa em 1 de Shevat — o dia em que Moshé "começou a explicar esta Torá" (). A tradição do comentário nasce numa data. O Shabat Shirá, com o Cântico do Mar, costuma cair neste mês; nele, um costume ashkenazita alimenta os pássaros.

Aparece em
44. DevarímZecharyá
Etimologia
Do acádico šabāṭu, "golpear, açoitar" — o mês da chuva que fustiga, das últimas tempestades do inverno.
Nome de origem acádia (babilônico-assíria).
Como em:NevuchadnetsárNevuzaradánBelshatsárMerodach-BaladánSancherívRavshakéMordecháiMezuzáAmrafélAryóchTidálTishreiChesvanKislevTevetAdarNissanIyarSivanTamuzAvElul
Conexões
Na Torá e no Tanach
44. Devarím — "no décimo primeiro mês, no primeiro dia", Moshé começa o discurso: o livro abre em 1 de Shevat
Zecharyá1:7 — em 24 de Shevat, a visão do cavaleiro entre as murtas
Eventos e episódios
MoshéEm 1 de Shevat começa o discurso de Devarím ()
Calendário
TevetMês anterior
AdarMês seguinte
Tu biShvátRabínica — 15, o ano novo das árvores
Estrutura
Calendário Hebraico (Meses)Um dos doze meses do ano judaico
Roteiros de estudo
Cuidar do jardim