Calendário de leitura
O que você quer encontrar na Parashá da Semana?
Verbetes para todo tipo de curioso.
Percursos pelo que se repete, parashá a parashá.
Todos os roteiros ›Seleção de temas
Compare até cinco temas ao mesmo tempo.
Navegação
Pela barra dos livros ou da roda. Toque numa seção narrativa, capítulo ou versículo para abrir o texto na Sefaria.
Filtragem de personagem
Veja quando um personagem age, quando é citado ou quando seu nome representa um grupo.
Diálogos
Compare personagens entre si: quem fala mais, quem ouve mais, quem tem falas pontuais, quem faz discursos.
Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Aparece com o nome babilônico em ("no dia 24 do décimo primeiro mês, que é o mês de Shevat"), na noite das visões do profeta. É o quinto mês do calendário hebraico atual, mas o décimo primeiro da contagem bíblica. Tem sempre 30 dias.
É o mês da renovação silenciosa. Nada floresce em Shevat de forma visível, exceto a amendoeira (shkediá), branca e rosa antes de qualquer outra árvore — por isso ela virou o símbolo de Tu biShvát: a seiva que sobe antes de aparecer. A data nasceu como marco fiscal para os dízimos das frutas (e foi disputa: a escola de Shamai dizia 1 de Shevat, a de Hilel, 15; venceu Hilel, como quase sempre), e foi replantada pelos cabalistas (o sêder das quatro taças, do branco ao tinto), pelos pioneiros sionistas (o plantio) e pelo judaísmo liberal contemporâneo (o "dia da Terra" judaico). Poucas datas cresceram tanto a partir de tão pouco.
Em Israel, o fim do inverno: ainda chove, mas a amendoeira já está em flor. No Brasil, cai entre janeiro e fevereiro, no auge do verão: o "ano novo das árvores" brasileiro acontece com as árvores em plena folha, e muitas comunidades adaptam o sêder com frutas tropicais.
Shevat guarda a data mais precisa de toda a Torá para o início de um livro: Devarím, o longo discurso de despedida, começa em 1 de Shevat — o dia em que Moshé "começou a explicar esta Torá" (). A tradição do comentário nasce numa data. O Shabat Shirá, com o Cântico do Mar, costuma cair neste mês; nele, um costume ashkenazita alimenta os pássaros.