Um ano, muitas festas.
Aparece com o nome babilônico em Estér 8:9 ("no terceiro mês, que é o mês de Sivan"), o dia em que Mordechái dita o decreto que salva os judeus. É o nono mês do calendário hebraico atual, mas o terceiro da contagem bíblica. Tem sempre 30 dias.
É o mês da revelação e da colheita — a resposta à pergunta de Nissan: libertar para quê? Para receber a Torá. Shavuót é a única festa da Torá sem dia marcado: ela chega por contagem, sete semanas depois de Pêssach (31. Emór, Vayikrá 23:15–16), e a data de 6 de Sivan para Matán Torá é dedução rabínica (Shabat 86b) — a Torá diz que o povo chegou ao Sinai "no terceiro mês", sem dizer o dia. É o mês do Tikun Leil Shavuót, a noite inteira de estudo, um dos rituais mais vivos das comunidades liberais; do livro de Rut, a moabita que escolheu; e das confirmações e conversões que o judaísmo reformista concentrou nessa data — porque a Torá foi dada no deserto, terra de ninguém, para quem quiser acolhê-la. Segundo o midrash, o Sinai era "o mais baixo dos montes": a Torá foi dada onde qualquer um alcança.
Em Israel, o começo do verão: a colheita do trigo, o calor seco, os primeiros figos e uvas — os bicurím que a Torá manda levar ao santuário. No Brasil, cai entre maio e junho, fim do outono e começo do inverno: o cheesecake e os blintzes de Shavuót caem bem nas noites frias daqui.
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