Parashá
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תַּמּוּז
Tamuz

É o nome de um deus. Dumuzi ou Tammuz era a divindade mesopotâmica da vegetação e dos rebanhos, cuja morte era chorada ritualmente todo ano, no começo do verão, quando a terra seca. O próprio Tanach registra o culto: Yechezkél, em visão, vê à porta norte do Templo "as mulheres sentadas, chorando por Tamúz" (Yechezkél 8:14) — e se horroriza. Séculos depois, o nome do deus estava no calendário judaico, sem que ninguém mais se lembrasse de chorá-lo. É o único mês batizado com o nome de uma divindade estrangeira, e o único que um profeta bíblico condena explicitamente; a tradição, no fim, preferiu o nome à pureza. É o décimo mês do calendário hebraico atual, mas o quarto da contagem bíblica. Tem sempre 29 dias.

É o mês do calor e da brecha. Tamuz é quando algo se rompe sem ainda cair: a muralha aberta, mas o Templo de pé; as tábuas quebradas, mas o perdão por vir. O jejum de 17 de Tamuz abre as Três Semanas (bein hametsarím, "entre os apertos"), o período de luto crescente até Tishá beÁv. A tradição deu ao mês a figura do aviso — e três semanas para reagir. Nas comunidades liberais, a observância do jejum varia, mas o convite do período fica: examinar as brechas, nas cidades e em nós. A data do jejum mudou: no Primeiro Templo, a brecha foi em 9 de Tamuz (Yirmiáhu); no Segundo, em 17. Os sábios unificaram no 17, porque a segunda destruição doía mais perto.

Em Israel, o verão pleno: nenhuma chuva, o sol a pino, os dias mais longos do ano. No Brasil, cai entre junho e julho, inverno — o jejum longo e quente de lá é aqui um jejum de dia curto.

Tamuz não é citado na Torá, apenas em outros livros do Tanach.

Aparece em
21. Ki TissáYirmiáhuYechezkélZecharyá
Etimologia
Do sumério Dumuzi / acádico Tammuz, nome do deus da vegetação. Não aparece como nome de mês no Tanach.
Nome de origem acádia (babilônico-assíria).
Como em:NevuchadnetsárNevuzaradánBelshatsárMerodach-BaladánSancherivRavshakéMordecháiMezuzáAmrafélAryóchTidálTishreiChesvanKislevTevetShevatAdarNissanIyarSivanAvElul
Conexões
Na Torá e no Tanach
21. Ki TissáAs tábuas quebradas, sem data no texto; a Mishná (Taanít 4:6) fixa 17 de Tamuz
Yechezkél8:14 — "as mulheres chorando por Tamúz" à porta do Templo: o deus que virou nome de mês
Yirmiáhu39:2 e 52:6–7 — "no quarto mês, no dia 9", a brecha na muralha
Zecharyá8:19 — "o jejum do quarto mês"
Eventos e episódios
LuchótTradição: as primeiras tábuas são quebradas em 17 de Tamuz
Calendário
SivanMês anterior
AvMês seguinte
Shivá Assár beTamúzJejum — 17; abre as Três Semanas
Estrutura
ChodashímUm dos doze meses do ano judaico
Trilhas de estudo
O caldeirão: o que veio dos vizinhos

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