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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Aparece com o nome babilônico em ("no décimo mês, que é o mês de Tevet"), quando Estér é levada ao palácio de Achashverosh. É o quarto mês do calendário hebraico atual, mas o décimo da contagem bíblica. Tem sempre 29 dias.
É um mês sóbrio e frio. Começa com as últimas velas de Chanucá e segue para o jejum de Assará beTevêt, pelo início do cerco de Nabucodonosor a Jerusalém, em 588 AEC. É o mês das catástrofes que começam devagar: um cerco não é uma destruição, é o aviso dela — e a tradição escolheu jejuar pelo aviso. É o único jejum menor que se observa mesmo quando cai numa sexta-feira, entrando pelo Shabat. No Israel contemporâneo, a data virou também Yom haCadísh haClalí, dia de Cadísh coletivo pelas vítimas da Shoá sem data de morte conhecida.
Em Israel, pleno inverno: o mês mais frio e mais chuvoso, o que faz de Assará beTevêt o jejum mais curto do ano. No Brasil, cai entre dezembro e janeiro — verão, férias, calor, e o mesmo jejum nos dias mais longos.
A tradição situa em 8 de Tevet a tradução da Torá para o grego, a Septuaginta, que os antigos lamentaram como perda ("escureceu o mundo por três dias") e que a leitura liberal celebra como a primeira vez que a Torá falou outra língua.
Na Torá, Tevet só aparece pela data do Dilúvio; as demais citações estão em outros livros do Tanach.