Como funciona

Representação visual da Torá

A Torá e as parashiot podem ser visualizadas ao mesmo tempo em seu aspecto cíclico e em seu aspecto de progressão narrativa linear.

Na visão cíclica, cada parashá é representada em tamanho proporcional ao seu número de palavras. Na visão linear, é proporcional ao número de capítulos e versículos. Cada parashá, seção narrativa, capítulo e versículo são clicáveis e levam à exibição do texto em hebraico e inglês, com a tradução da Sefaria.

Exploração temática

O Projeto Parashá permite a exploração de até cinco temas ao mesmo tempo, para comparar distribuições e encontrar os pontos em que se cruzam. Cada tema escolhido aparece como marcas na posição exata dos seus versículos e pode-se ajustar o foco com que ele é representado visualmente, desde ocorrências mais específicas até mais gerais.

Na visualização em círculo, o Projeto Parashá permite ver de forma ampla onde cada tema se concentra, onde desaparece e quais parashiot conversam entre si. Já a representação linear oferece uma visão dos temas na própria progressão narrativa.

O campo semântico

O Projeto mapeia 409 raízes consonantais (shorashím), de קדש a שמר. Cada raiz acende todos os versículos em que aparece qualquer palavra da sua família e mostra como um campo de sentido se distribui pela Torá.

Verbetes e roteiros de estudo

Os verbetes se relacionam entre si por raiz consonantal, ocorrência textual direta e motivos narrativos.

O Projeto Parashá propõe também roteiros de estudo, que funcionam como guias de navegação temática não lineares. Os roteiros permitem acompanhar a evolução de conceitos, símbolos, genealogias, elementos da natureza e dinâmicas sociais (como protagonismo feminino, disputas familiares ou transformações legais) ao longo das 54 parashiot.

O tempo ritmado pela Parashá

A organização do calendário é voltada ao ciclo anual de leitura da Torá, tendo as parashiot como eixo. A semana não é apenas a primeira ou segunda do mês: é, por exemplo, a "Semana de Bereshít" ou a "Semana de Nóach".

O site oferece um alternador para ajustar o calendário ao regime israelense ou ao da diáspora. As datas do calendário hebraico são calculadas pelo próprio site, com o método tradicional descrito em Calendrical Calculations, de Dershowitz e Reingold, e foram conferidas contra o Hebcal. As festas, os jejuns e as datas nacionais de Israel seguem as regras de adiamento tradicionais e a lei israelense.

Para o cálculo das datas das parashiot, o site usa o algoritmo de Irv Bromberg (Universidade de Toronto), referência em cronologia hebraica computacional para determinar o encadeamento exato das porções.

Na grade, cada dia aparece ao mesmo tempo no calendário civil, no calendário hebraico e na parashá, que dá nome à semana. A visão em círculo dá a possibilidade de visualizar o ciclo de leitura de forma mais abrangente, com a distribuição das festas e parashiot pelo ano.

Também é possível ver, nas progressões anuais, como o calendário das parashiot, o calendário hebraico e o calendário civil vão se sincronizando entre si.

Sobre o Projeto Parashá

O Projeto Parashá é uma ferramenta que auxilia a exploração da Torá por meio de relações temáticas.

Em vez de acompanhar apenas a sequência semanal das 54 parashiot, você pode seguir uma palavra, uma raiz hebraica, um personagem, um acontecimento ou um tema através de toda a Torá.

O projeto combina texto hebraico, calendário, dados e visualizações para permitir diferentes formas de investigação: localizar ocorrências, comparar parashiot, acompanhar temas, cruzar datas e observar como palavras e ideias reaparecem e se transformam ao longo do texto.

As conexões não se limitam aos temas tradicionalmente associados ao estudo da Torá. O Projeto Parashá é feito para quem gosta de investigar o texto fazendo perguntas, estabelecendo relações e colocando palavras, personagens, acontecimentos e ideias em diálogo com perspectivas contemporâneas.

Exploração temática da Torá

O projeto oferece uma visualização interativa dos cinco livros da Torá, suas 54 parashiot e diferentes níveis de organização do texto.

Na visualização linear, as faixas apresentam os livros, as divisões narrativas do Chumash de Plaut, capítulos e versículos e, na última faixa, os temas escolhidos pelo usuário. Livros, divisões narrativas e versículos são clicáveis e levam diretamente à Sefaria.

Na visualização em roda, os cinco livros e as 54 parashiot formam a estrutura do círculo, enquanto os temas aparecem como marcações ao longo do texto. É possível sobrepor diferentes temas para comparar sua distribuição e observar onde eles se aproximam, se concentram ou se distanciam.

O calendário

O Projeto Parashá apresenta um calendário em que a parashá não é apenas uma informação associada a uma data: ela nomeia a semana. Assim, cada dia pode ser localizado simultaneamente no calendário gregoriano, no calendário hebraico e no ciclo anual de leitura da Torá.

A visualização em grade permite acompanhar essa correspondência no decorrer das semanas, relacionando cada parashá às suas respectivas datas. A visualização em roda amplia essa perspectiva, apresentando o ciclo da Torá como um percurso contínuo ao longo do ano e permitindo perceber a sequência das parashiot e sua relação com o calendário.

As fontes

O texto hebraico utilizado no projeto é o mesmo encontrado na Sefaria. Trata-se da Mikrá al pi haMassorá (MAM), edição digital preparada pelo rabino Avi Kadish a partir do Códice de Alepo.

O método da MAM segue a pesquisa do rabino Mordechai Breuer, que também orientou a revisão do texto hebraico do Plaut em 2005. Por isso, o texto e a numeração dos versículos utilizados no Projeto Parashá são os mesmos encontrados na Sefaria e no seu Chumash Plaut.

Para o mapeamento das raízes consonantais, a MAM foi complementada pelo Open Scriptures Hebrew Bible, um projeto acadêmico aberto.

A organização narrativa do Chumash Plaut também é utilizada como referência para a navegação pelo texto. Nenhuma tradução ou comentário da obra é reproduzido. A edição de referência é a brasileira, A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, publicada pela União do Judaísmo Reformista. As conexões temáticas são selecionadas e revisadas pela equipe do projeto.

Um projeto independente

O Projeto Parashá é um projeto independente e sem fins lucrativos.

Ele nasceu da vontade de construir ferramentas de estudo e pesquisa para quem quer estudar a Torá não apenas seguindo sua ordem, mas passeando por seus temas, palavras, personagens, acontecimentos e ideias.

É um projeto sempre em construção, por isso você também pode participar. Você pode apontar um erro, indicar uma fonte, sugerir uma conexão, questionar uma interpretação ou contribuir com a revisão de um texto inteiro.

Afinal, se você estuda a parashá, você também faz parte dessa história.

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Parashá

O ciclo do ano

Referência bibliográfica das seções narrativas: A Torá: Um Comentário Moderno (Chumash do W. Gunther Plaut, editada pela UJR no Brasil).

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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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שְׁמִינִי
No oitavo

No oitavo dia da consagração, Aharón inicia oficialmente o serviço sacerdotal no Mishkan. A parashá narra a morte de Nadáv e Avihú após oferecerem um fogo não autorizado e apresenta as leis sobre animais permitidos e proibidos para alimentação. Ela marca o início do serviço regular no santuário e introduz as regras de alimentação da Torá.

Na Torá: Vayicrá 9:1-11:47
Segundo Plaut: …continuação de “Dedicação do Tabernáculo; ordenação dos sacerdotes”, “Alimentos permitidos e proibidos” e “Contaminação e purificação”
Nesta parashá
IrmãoComerAharónSubirPovoFicar de péGafanhotosAvihúCarneiroGadoBassárFilhaCasaVesteAnimalFilhoManhãCova, cisternaCashérCashrútPesado, endurecerSacerdócioOferta de purificaçãoAnimal vivoPeitoGorduraTransgressão (Pecado)Lei, decretoEstatutoForaSanguePalavra, coisaGeraçãoElazárEltsafánTardeFogoFogo estranhoÁrvore, madeiraCameloRuminaçãoElevarQueimar ofertaHomem, pessoaOferta pelo fogoItamárSantidadeMeio, entranhasIncensoCordeiroLavar roupaRimExpiarUtensílio, objetoAcampamentoIncensárioLugarPão ázimoEncontrarÁguaTrabalhoEspécieMishaélMoshéMorrerRiacho, valeNadávCairTocarCarcaçaAveTendaOferta queimadaOlámPeleCasco fendidoVerMultiplicarRéptil, ser que rastejaCabeça, inícioAbaterOuvirAnoBeberAbominaçãoOfertas de bem-estarBicho que pululaCoxa (oferta)BoiPurezaOferta de elevaçãoContribuiçãoMarDireitaSacrifício
Etimologia
Etimologia debatida.
Conexões
Raiz na Torá
Abatedor ritualOs animais permitidos e proibidos ()
Ciclo anual de leitura
25. Tsava anterior no ciclo
27. Tazríaa seguinte no ciclo
Estrutura
Vayikrá
Roteiros de estudo
FogoAs 613 MitsvótCorbanót e proximidade
Haftará
II Shmuél6:1–7:17 — Uzá e a Arca: a santidade que não se toca sem cuidado