Vozes silenciadas de mulheres
Em Vayishlách, toda a história de Diná é contada sem que a ouçamos; em Matót, a lei permite anular os votos delas. Esse tema silencia através do texto: mulheres que a Torá registra sem registrar suas palavras. Nomeá-las e perguntar pelo seu silêncio é uma das tarefas da leitura liberal — e do midrash contemporâneo.
Na Torá:8. Vayishlách42. Matót36. Behaalotchá
Percurso
1IsháO portal do tema: perguntar pelas mulheres — e pelo que não puderam dizer — é tarefa da leitura liberal
2Ledát NashímCerca de 105 homens nascem no texto; quatro mulheres
3BilháMãe de duas tribos — e nenhuma palavra sua registrada
4ZilpáMãe de Gad e Ashér, serva de quem a história não guardou a voz
58. VayishláchA parashá de Shechém: tudo acontece a Diná — nada é dito por Diná
6DináEm toda a narrativa de Shechém, sua voz nunca é ouvida
7Éshet PotifárReduzida ao papel que desempenhou — nem o nome ficou
8NaamáCitada sem que se explique por quê: quantas histórias ficaram de fora?
9CozbíNomeada com linhagem completa — mas lida pelos vencedores
10MichálA que falou — e a narrativa a puniu com a solidão
11Achot-IsháO motivo que se repete: Sará e Rivká expostas ao risco sem serem consultadas
1242. MatótA parashá em que pais e maridos podem anular os votos das mulheres
13NedarímO silêncio na própria lei: em Matót, pais e maridos podem anular os votos de filhas e esposas — a hierarquia que a leitura liberal registra criticamente
1436. BehaalotcháAharón e Miriám falam juntos — só ela é punida
15Lashón haRáQuem define o que é fofoca? Aharón falou junto — e só Miriám foi punida