Um ano, muitas festas.
"Esposa-irmã" nomeia um motivo narrativo que se repete três vezes em Bereshít: ao entrar em território estrangeiro, o patriarca apresenta sua esposa como irmã, temendo ser morto por causa dela. Acontece com Avrahám e Sará no Egito (Lech Lechá) e em Guerar (Vayerá), e com Yitschák e Rivká, também em Guerar (Toldót).
A Torá não os idealiza: mostra pessoas imperfeitas fazendo escolhas difíceis. A repetição intriga leitores há séculos e abre boas perguntas: sobre o medo e a vulnerabilidade dos ancestrais como migrantes, sobre o silêncio das mulheres nessas cenas — Sará e Rivká são expostas ao risco sem serem consultadas — e sobre a honestidade dos próprios patriarcas.
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