Um ano, muitas festas.
O primeiro ser humano, cujo nome vem de adamá, "terra, solo" — o humano feito de húmus, lembrete permanente de nossa origem terrena e de nosso parentesco com toda a criação. O midrash conta que seu pó foi recolhido dos quatro cantos do mundo, para que nenhum povo pudesse dizer "esta terra não é tua"; e a Mishná extrai da criação de um ser único a lição fundadora: quem destrói uma vida destrói um mundo, quem salva uma vida salva um mundo — e ninguém pode dizer "meu ancestral é maior que o teu". Leituras antigas e contemporâneas veem no primeiro Adám uma humanidade ainda indivisa, anterior à separação entre os gêneros: "macho e fêmea os criou, à imagem de Deus os criou".
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