Calendário de leitura
O que você quer encontrar na Parashá da Semana?
Verbetes para todo tipo de curioso.
Percursos pelo que se repete, parashá a parashá.
Todos os roteiros ›Seleção de temas
Compare até cinco temas ao mesmo tempo.
Navegação
Pela barra dos livros ou da roda. Toque numa seção narrativa, capítulo ou versículo para abrir o texto na Sefaria.
Filtragem de personagem
Veja quando um personagem age, quando é citado ou quando seu nome representa um grupo.
Diálogos
Compare personagens entre si: quem fala mais, quem ouve mais, quem tem falas pontuais, quem faz discursos.
Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
O povo que atacou Israel no deserto, logo após a saída do Egito — e atacou por trás, onde iam as pessoas cansadas, idosas, vulneráveis. Por isso a Torá ordena, num paradoxo deliberado: "apaga a memória de Amalék... não esqueças". Amalék tornou-se o arquétipo da crueldade gratuita, e a tradição ligou a ele Haman, o "agaguita" de Purím — o Shabat anterior à festa se chama Shabat Zachor, "lembra".
A leitura liberal entende Amalék menos como um povo a combater e mais como uma postura a reconhecer e recusar: a violência dirigida justamente contra quem não pode se defender. Lembrar Amalék é manter viva a vigilância ética — inclusive sobre nós mesmos.
Trata-se tanto de um povo quanto de um personagem, o neto de Essáv que lhe dá o nome ().