Um ano, muitas festas.
O povo que atacou Israel no deserto, logo após a saída do Egito — e atacou por trás, onde iam as pessoas cansadas, idosas, vulneráveis. Por isso a Torá ordena, num paradoxo deliberado: "apaga a memória de Amalék... não esqueças". Amalék tornou-se o arquétipo da crueldade gratuita, e a tradição ligou a ele Haman, o "agaguita" de Purím — o Shabat anterior à festa se chama Shabat Zachor, "lembra".
A leitura liberal entende Amalék menos como um povo a combater e mais como uma postura a reconhecer e recusar: a violência dirigida justamente contra quem não pode se defender. Lembrar Amalék é manter viva a vigilância ética — inclusive sobre nós mesmos.
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