Um ano, muitas festas.
A nuvem faz duas coisas ao mesmo tempo, e é nisso que está sua genialidade narrativa: revela e esconde. Ela guia o povo de dia como coluna (Ex 13:21), desce sobre o Sinai para que a voz seja ouvida sem que nada seja visto (Ex 19:9), cobre a Tenda do Encontro quando o santuário fica pronto (Ex 40:34).
É o que permite proximidade sem exposição direta. E é também um relógio: no deserto, o acampamento marcha quando a nuvem sobe e fica parado enquanto ela permanece, por um dia ou por um ano (Nm 9:15-23). Um calendário feito de vapor, que ninguém controla.
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