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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Nascida na Polônia (1922) e criada no Brasil, Anita Novinsky tornou-se, na FFLCH da USP, a pioneira dos estudos sobre a Inquisição e os cristãos-novos no Brasil — um campo que praticamente não existia antes dela. Mergulhou por décadas nos arquivos da Torre do Tombo, em Lisboa, e seu livro clássico, "Cristãos Novos na Bahia" (1972), revelou a extensão da presença e da perseguição dos judeus secretos no Brasil colonial: listas de presos, confiscos, famílias inteiras. É dela a formulação que marcou o campo: o marrano como "homem dividido" — nem judeu pleno, nem cristão de fato — o primeiro homem moderno, vivendo entre identidades. Formou gerações de pesquisadores e devolveu ao Brasil um capítulo apagado da própria história: sem o trabalho dela, Branca Dias seria só lenda — com ele, é também documento. Morreu em 2021, aos 99 anos.