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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Seis cidades, três de cada lado do Yardén, para onde podia fugir quem matasse alguém sem intenção — protegendo-a da vingança de sangue costumeira no mundo antigo. Ali a pessoa vivia em segurança até o julgamento, e depois até a morte do Cohen Gadol, quando podia voltar para casa.
A instituição é um marco civilizatório: distingue homicídio doloso de acidente, substitui a vingança pelo processo, e reconhece que mesmo quem causou uma morte sem querer carrega algo que precisa de tempo e distância. As cidades eram dos leviím — como se dissesse que o refúgio é, ele próprio, uma função sagrada.