Um ano, muitas festas.
Filha do maior sábio do Curdistão, criada — por vontade explícita do pai — só para a Torá ("não me ensinou trabalho de casa; apenas o estudo"), Asenat Barzani casou-se sob contrato que a dispensava do trabalho doméstico para poder estudar e ensinar. Viúva, assumiu a direção da yeshivá de Mossul, formando os rabinos da região, e a comunidade lhe deu o título de tanna'it — a forma feminina do título dos mestres da Mishná. Suas cartas em hebraico elegante, pedindo fundos para a escola, sobrevivem; a lenda curda acrescentou milagres. Três séculos antes de Regina Jonas, o Oriente judaico já tinha uma mulher à frente da casa de estudo — a história da liderança feminina é mais longa do que contam.
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