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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Filha do maior sábio do Curdistão, criada — por vontade explícita do pai — só para a Torá ("não me ensinou trabalho de casa; apenas o estudo"), Asenat Barzani casou-se sob contrato que a dispensava do trabalho doméstico para poder estudar e ensinar. Viúva, assumiu a direção da yeshivá de Mossul, formando os rabinos da região, e a comunidade lhe deu o título de tanna'it — a forma feminina do título dos mestres da Mishná. Suas cartas em hebraico elegante, pedindo fundos para a escola, sobrevivem; a lenda curda acrescentou milagres. Três séculos antes de Regina Jonas, o Oriente judaico já tinha uma mulher à frente da casa de estudo — a história da liderança feminina é mais longa do que contam.