Um ano, muitas festas.
Jejum menor que recorda o início do cerco de Jerusalém por Nabucodonosor, em 588 AEC — o primeiro elo da cadeia que levaria à destruição do Primeiro Templo. Dura do amanhecer ao anoitecer, o mais curto dos jejuns por cair no inverno.
No Israel contemporâneo, a data ganhou uma camada nova: o rabinato a designou como Yom haCadísh haClalí, dia de Cadísh coletivo pelas vítimas da Shoá cuja data de morte é desconhecida. Nas comunidades liberais, mais do que o jejum em si, importa o convite à memória: as catástrofes começam por cercos — e é preciso reconhecê-los cedo.
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