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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
A escravidão no Egito é uma das experiências fundadoras do povo de Israel. A memória da avdut é convocada o tempo todo pela Torá como fundamento da ética: trata bem quem trabalha para ti, liberta, descansa, ama o guer — "pois escravo foste". Da avdut à cherut: esse é o movimento que o séder de Pêssach nos faz refazer a cada ano.
A Torá também regula a servidão de sua própria época, limitando-a (libertação no sétimo ano, proibição de devolver quem fugiu) sem aboli-la. O texto reflete seu tempo, mas planta as sementes que gerações posteriores usariam contra toda escravidão.