Um ano, muitas festas.
Literalmente "culto estranho". A adoração de ídolos, imagens e deuses que não passam de obra humana. É a linha vermelha da Torá — do Éguel haZaháv às advertências constantes de Devarím — porque o ídolo é o divino domesticado, reduzido a objeto que se pode possuir e manipular.
Os profetas ridicularizaram a idolatria com ironia fina: a mesma madeira que vira lenha vira deus. A tradição liberal amplia o conceito: avodá zará é absolutizar o que é relativo — dinheiro, poder, nação, ego, qualquer valor parcial elevado a supremo. Nesse sentido, o combate à idolatria nunca terminou, apenas trocou de ídolos.
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