Um ano, muitas festas.
A lei nasce pequena e específica: ao sitiar uma cidade, não derrubes suas árvores frutíferas — "pois a árvore do campo é um ser humano, para fugir de ti diante do cerco?" (Dt 20:19). A pergunta é tão estranha no hebraico que gerou séculos de discussão.
A tradição rabínica generalizou o preceito: bal tashchít proíbe toda destruição inútil — rasgar roupa por raiva, quebrar louça, desperdiçar comida, água, combustível. O raciocínio é do tipo mais simples: se nem em guerra se pode cortar uma fruteira, o resto se deduz.
É o texto que o pensamento judaico contemporâneo mais mobiliza na conversa ecológica, ao lado do midrash de Cohélet Rabá: "cuida para não destruir e arruinar o Meu mundo, pois não haverá quem o conserte depois de ti".
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