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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
"Casa de Deus", o nome que Yaacóv dá ao lugar onde dormiu com uma pedra por travesseiro e sonhou a escada: "Certamente Adonai está neste lugar, e eu não sabia... isto não é senão a casa de Deus, e esta é a porta dos céus". Antes chamado Luz, o local já aparecera na vida de Avrahám, que ali armou tenda e ergueu altar.
Yaacóv retorna a Beit El anos depois, fechando o círculo da fuga e do regresso. É no caminho de volta que Devorá, a ama de Rivká, é sepultada. Beit El é o protótipo do lugar sagrado na Torá: não um templo construído, mas um ponto qualquer do caminho onde alguém acordou e percebeu. Toda sinagoga — beit tefilá, beit midrash, beit knésset — descende dessa descoberta: o sagrado estava aqui, e eu não sabia.