Um ano, muitas festas.
A mulher que provou que feminismo e ortodoxia cabem na mesma frase: Blu Greenberg fundou a JOFA (Aliança Feminista Ortodoxa Judaica) e cunhou o lema que virou ferramenta de trabalho — "onde há vontade rabínica, há caminho halachico": os impasses da lei, argumenta, raramente são falta de solução; são falta de vontade de encontrá-la. De dentro do mundo observante, empurrou o avanço do estudo de Torá para mulheres, a luta pelas agunot e, décadas depois, a ordenação de mulheres na própria ortodoxia. O judaísmo liberal a lê como aliada de outra margem: a mudança tem muitos ritmos, e todos precisam de gente corajosa.
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