Um ano, muitas festas.
Cristã-nova portuguesa, Branca Dias chegou a Pernambuco por volta de 1540 e manteve uma escola em que ensinava meninas da terra a coser e lavrar. Já reconciliada pela Inquisição de Lisboa (confessara práticas judaicas antes de emigrar), morreu antes da Primeira Visitação do Santo Ofício ao Brasil (1593–1595). Ainda assim, foi processada postumamente.
Do processo nasceu a lenda, e a lenda cresceu maior que os autos: Branca Dias virou o símbolo do judaísmo oculto do Brasil colonial. Entre o documento e o mito, uma verdade permanece: houve judaísmo no Brasil desde o primeiro século — sussurrado, feminino, doméstico, transmitido no acender de velas às sextas-feiras. Branca Dias é o nome dessa memória.
Este aplicativo é um projeto independente, desenvolvido sem financiamento. Por isso, seu feedback é extremamente valioso.