Um ano, muitas festas.
"Recepção" — a tradição mística judaica: a busca do que pulsa por trás dos nomes e das formas. Do Zohar medieval às inovações de Tsfát no século XVI — o tsimtsum (a contração divina que abre espaço ao mundo), a quebra dos vasos e a tarefa de reunir as centelhas dispersas (o tikun que deu profundidade ao tikun olám) — a cabalá deu ao judaísmo um vocabulário para o indizível.
Sua influência transborda a mística: o Cabalat Shabat que o mundo inteiro canta nasceu dos cabalistas de Tsfát. A leitura liberal a aborda com liberdade e critério: como poesia teológica e mapa da vida interior, é um tesouro; como sistema de poderes e amuletos, pede o mesmo olhar crítico que toda a tradição merece.
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