Um ano, muitas festas.
A "santificação" — oração em aramaico que pontua os serviços e, em sua forma mais conhecida, acompanha o luto. Sua surpresa: o Cadísh não menciona a morte. É puro louvor — "engrandecido e santificado seja o grande Nome" — dito de pé, em comunidade, por quem acaba de perder alguém: a tradição pede que, justamente quando o mundo desabou, a pessoa enlutada afirme sentido diante de um minián que responde "amén".
Recita-se por onze meses pelos pais e mães, e nas datas de yahrzeit — e o filho que diz Cadísh honra quem partiu com presença, não com lágrimas obrigatórias. Poucos rituais entendem tão bem o luto: não pede que se explique a perda; pede que não se fique sozinho com ela.
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