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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
O primogênito da humanidade, agricultor, cujo nome o liga a kaná, "adquirir". Sua oferta preterida, o rosto caído, o aviso divino ("o erro jaz à porta... mas tu podes dominá-lo") e o campo onde mata Hével fazem dele o espelho mais desconfortável da Torá. Sua pergunta ecoa até hoje: "acaso sou guardião do meu irmão?".
Dos filhos de seu descendente Lémech nascem os ofícios: Yavál, o pastoreio; Yuvál, a música; Tuvál Cáin, a forja do cobre e do ferro.
A civilização vem da linhagem do assassino, e logo em seguida Lémech canta a vingança "setenta e sete vezes". A Torá não condena a técnica nem a arte, mas registra que a mesma forja faz o arado e a espada.