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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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כַּוָּנָה
Cavaná
Intenção

"Intenção, direção", de kivén, "apontar". A cavaná é a alma do gesto religioso, o coração presente no que a boca diz e a mão faz. Seu par dialético é o keva, a estrutura fixa — e a tradição vive dessa tensão. Sem keva, a prática evapora. Sem cavaná, ela mumifica. Pirkei Avót adverte: "não faças da tua reza rotina fixa, mas súplica".

O chassidismo elevou a cavaná a método, e Heschel a traduziu para nosso tempo: o oposto da rotina espiritual é o assombro. Uma única brachá dita com cavaná, ensinam os mestres, vale mais que páginas recitadas no piloto automático. Esse princípio o judaísmo liberal aplica com gosto: melhor menos, com presença, do que tudo, sem cavaná alguma.

Aparece em
Judaísmo rabínico
Etimologia
Origem hebraica
: Dirigir, firmar, ajustar. Orientar algo numa direção precisa.
Como em:Yehoyachín
Conexões
Raiz hebraica
כ־ו־ן
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