Um ano, muitas festas.
"Escolhe a vida, para que vivas, tu e tua descendência" — o imperativo de Nitsavim é talvez a síntese mais citada da Torá. A vida (chaím — curiosamente, uma palavra plural em hebraico) é o valor supremo: quase todas as mitsvot cedem diante do pikuach néfesh, o dever de salvar uma vida, "e viverás por elas — não morrerás por elas".
O brinde judaico é "LeChaím!", à vida; a Torá é chamada "árvore de vida" (êts chaím); e em Rosh haShaná pedimos ser inscritos no "livro da vida". Para o judaísmo liberal, esse amor obstinado à vida — concreta, terrena, deste mundo — é uma das marcas mais preciosas da tradição: a santidade não está em fugir da vida, mas em vivê-la com profundidade e responsabilidade.
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