Um ano, muitas festas.
Os sonhos são um dos canais pelos quais o divino fala na Torá — e o ciclo de Yosséf é seu grande palco: os feixes e as estrelas que se curvam, o padeiro e o copeiro, as vacas gordas e magras de Paró. Antes, Yaacóv sonhara a escada; Avimélech e Laván ouvem advertências noturnas. Sonhar e interpretar mudam o rumo da história.
"As interpretações não pertencem a Deus?", pergunta Yosséf — mas é ele quem interpreta, e o Talmud diria depois que "o sonho segue a interpretação": o sentido se constrói. A tradição judaica sempre levou os sonhos a sério sem idolatrá-los, e a leitura contemporânea vê neles também a linguagem dos desejos e medos que nos habitam — os nossos e os das personagens.
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