Um ano, muitas festas.
A festa das luzes: oito noites acendendo a chanukiá para lembrar a vitória dos Macabeus sobre o império selêucida (164 AEC), a rededicação do Templo, e o milagre narrado pelo Talmud: o azeite de um dia que durou oito. Sufganiot, levivot, sevivon (o pião) e a haftará com a frase-síntese de Zecharyá: "não pela força, nem pelo poder, mas pelo Meu espírito".
Única festa não bíblica de origem histórica documentada, Chanucá carrega tensões fecundas: foi luta pela liberdade religiosa e também guerra civil contra a assimilação forçada — e a tradição rabínica escolheu celebrar a luz, não a batalha. Acende-se em ordem crescente (como Hilel ensinou: "na santidade, aumenta-se, não se diminui") e junto à janela: o milagre se publica, não se esconde. Para o judaísmo liberal, é a festa de manter identidade sem se fechar ao mundo — e de acrescentar luz, uma vela por vez.
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