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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
A festa das luzes: oito noites acendendo a chanukiá para lembrar a vitória dos Macabeus sobre o império selêucida (164 AEC), a rededicação do Templo, e o milagre narrado pelo Talmud: o azeite de um dia que durou oito. Sufganiot, levivot, sevivon (o pião) e a haftará com a frase-síntese de Zecharyá: "não pela força, nem pelo poder, mas pelo Meu espírito".
Única festa não bíblica de origem histórica documentada, Chanucá carrega tensões fecundas: foi luta pela liberdade religiosa e também guerra civil contra a assimilação forçada — e a tradição rabínica escolheu celebrar a luz, não a batalha. Acende-se em ordem crescente (como Hilel ensinou: "na santidade, aumenta-se, não se diminui") e junto à janela: o milagre se publica, não se esconde. Para o judaísmo liberal, é a festa de manter identidade sem se fechar ao mundo — e de acrescentar luz, uma vela por vez.