Um ano, muitas festas.
A cidade da Mesopotâmia (no atual sul da Turquia) onde a família de Avrahám se estabeleceu ao sair de Ur. E de onde parte o chamado "Lech Lechá, vai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai". Charán é o lugar que se deixa: a origem que precisa ficar para trás para que algo novo comece.
Mas a Torá volta lá duas vezes. Na primeira, Eliézer busca em sua região a esposa de Yitschák. Na segunda, é o local em que Yaacóv vive vinte anos, entre casamentos, filhos e as trapaças de Laván. Charán funciona como o "velho mundo" da família, um reservatório de raízes e também de padrões dos quais é preciso se libertar. Toda geração tem seu Charán, e a pergunta é sempre quando partir e o que levar.
No ciclo de leitura, Charán aparece em quatro parashiot: Lech Lechá, quando se parte; Toldót, quando se busca ali uma esposa; e Vayetsé e Vayishlách, os vinte anos de Yaacóv na casa de Laván.
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