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Parashá

O ciclo do ano

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As 54 parashiot, livro a livro

Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.

Calendário

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Sincronização calendárica
Os meses hebraicos e os civis lado a lado, com as parashiot e as festas
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Ciclo da Parashá – —
as 54 parashiot · em destaque, o mês acima
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חָרָן
Charán
Harã

A cidade da Mesopotâmia (no atual sul da Turquia) onde a família de Avrahám se estabeleceu ao sair de Ur. E de onde parte o chamado "Lech Lechá, vai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai". Charán é o lugar que se deixa: a origem que precisa ficar para trás para que algo novo comece.

Mas a Torá volta lá duas vezes. Na primeira, Eliézer busca em sua região a esposa de Yitschák. Na segunda, é o local em que Yaacóv vive vinte anos, entre casamentos, filhos e as trapaças de Laván. Charán funciona como o "velho mundo" da família, um reservatório de raízes e também de padrões dos quais é preciso se libertar. Toda geração tem seu Charán, e a pergunta é sempre quando partir e o que levar.

No ciclo de leitura, Charán aparece em quatro parashiot: Lech Lechá, quando se parte; Toldót, quando se busca ali uma esposa; e Vayetsé e Vayishlách, os vinte anos de Yaacóv na casa de Laván.

Ver na Torá

Aparece em
2. Nóach3. Lech Lechá6. Toldót7. Vayetsé8. Vayishlách
Etimologia
Etimologia debatida.
Conexões
Lugares
Avrahámquem partiu dali ao Lech Lechá
Yaacóvviveu ali vinte anos
Conceitos relacionados
Ur CasdímA etapa seguinte
Padán ArámA região de Charán
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