Um ano, muitas festas.
O pergaminho — couro de animal casher preparado segundo regras minuciosas, sobre o qual o sofêr escreve, à mão e com tinta especial, os textos sagrados: o sêfer Torá, os rolinhos dos tefilín e da mezuzá, a meguilá. Numa era de papel e tela, o judaísmo mantém seus textos centrais em matéria orgânica, escrita por mão humana com intenção declarada — cada rolo é único, e um erro numa única letra o invalida até ser corrigido. Há teologia nisso: a palavra sagrada não é produzida em série; é criada, letra a letra, sobre algo que foi vivo.
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