Um ano, muitas festas.
O quinto e último livro. O longo discurso de despedida de Moshé nas estepes de Moáv, com a terra à vista. É a Torá repetida e relida (daí o nome grego Deuteronômio, "segunda lei", e o hebraico Mishnê Torá): Moshé reconta a jornada, reapresenta as leis e concentra tudo no essencial: o Shemá, o "amarás", o "escolhe a vida", a teshuvá "que não está nos céus".
Termina como nenhum outro livro fundador: o líder morre no monte, vendo o que não alcançará, sem nenhum túmulo ficando para culto. A última palavra lida da Torá é "Israel" — e, sem respirar, no Shabat de Simchát Torá, volta-se ao "No princípio".
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