Um ano, muitas festas.
A terra prometida a Avrahám e repetida a cada geração — chamada Kenáan antes, Éretz Israél depois. Na Torá ela nunca é apenas território político: é dom, herança, lugar da aliança e também prova.
O detalhe que muda tudo está em Behár: "a terra não se venderá em caráter definitivo, pois a terra é Minha, e vós sois estrangeiros e residentes junto a Mim" (Lv 25:23). Quem recebe a terra recebe junto a condição de hóspede nela — e daí decorrem a shmitá, o yovél e as leis de colheita.
E a Torá termina antes da entrada, com Moshé vendo de longe do Har Nevó. O livro fundador de um povo com uma terra escolhe acabar do lado de fora dela.
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