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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Sangue, rãs, piolhos, feras, peste, úlceras, granizo e gafanhotos, as oito primeiras. A nona, a escuridão, na qual não é possível enxergar uns aos outros. Por fim, a morte dos primogênitos, a morte de todo um futuro, que finalmente quebra Paró. As pragas escalam como um confronto entre o Deus libertador e um império que se pretendia divino: o deus-sol se apaga na escuridão.
O coração endurecido de Paró intrigou os leitores, em especial porque o próprio Deus o endurece. Talvez a tirania seja um vício que aprisiona o próprio tirano. No séder de Pêssach, porém, derramamos gotas de vinho ao enumerar as pragas, diminuindo nossa alegria diante do sofrimento dos opressores, pois também eles eram humanos. Poucas tradições celebram a própria libertação com uma taça deliberadamente incompleta.