Um ano, muitas festas.
A perda da terra e a dispersão. Na Torá o exílio ainda é possibilidade, não história: as advertências de Bechucotái e Ki Tavó descrevem o que acontece se a aliança se romper, e Kedoshím usa uma imagem física e desconfortável — a terra vomita quem a corrompe (Lv 18:28).
Depois virou experiência: a maior parte da história judaica aconteceu na galút. A tradição respondeu de duas maneiras que convivem até hoje — o anseio pelo retorno, presente em toda a liturgia, e a instrução de Yirmiáhu aos exilados na Babilônia: construí casas, plantai jardins, casai vossos filhos, "e buscai a paz da cidade para onde vos exilei" (Jr 29:5-7).
O judaísmo liberal historicamente se apoiou na segunda, entendendo a diáspora como lugar legítimo de vida judaica plena — e não como sala de espera.
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