Um ano, muitas festas.
O jardim "plantado no Oriente", regado por quatro rios, onde a humanidade começa: Adám e Chavá, as duas árvores — da Vida e do Conhecimento do bem e do mal —, a serpente, o fruto, a descoberta da nudez e a saída sem retorno, com keruvim e espada flamejante guardando o caminho.
A tradição judaica leu o Éden com menos peso que outras: não há aqui doutrina de pecado original condenando a humanidade — há a saída da inocência para a condição humana real: consciência, trabalho, escolha, mortalidade. O nome virou sinônimo do paraíso vindouro (a expressão de pêsames deseja que a alma repouse no Gan Éden), mas a leitura liberal gosta de inverter a direção: expulsos do jardim pronto, fomos incumbidos de cultivar um mundo — leavdá uleshomrá, "trabalhar e guardar" — que ainda pode florescer.
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