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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
Começou a escrever nas noites de insônia da viuvez, "para afastar os pensamentos melancólicos", e sem querer criou um clássico: o diário de Glückel de Hameln (1646–1724) é o único retrato em primeira pessoa que temos de uma mulher judia comum da Europa pré-moderna. Comerciante de joias e penhores, negociadora de dotes, mãe de catorze filhos, ela registra em iídiche as feiras de Leipzig e as febres das crianças, a falência de um genro e a fé posta à prova, o messias falso Shabetai Tsvi e as rezas de cada dia. Sem o diário dela, a história judaica conheceria só as vozes dos rabinos; com ele, ouvimos a casa, o mercado e o coração — a vida como ela era.