Um ano, muitas festas.
De Kiev dos pogroms a Milwaukee, de professora a pioneira de kibutz, Golda Meir foi uma das duas mulheres a assinar a Declaração de Independência de Israel — "depois de assinar, chorei" — e arrecadou, em semanas, os milhões que armaram o Estado nascente. Ministra do Trabalho e das Relações Exteriores, tornou-se em 1969 a primeira (e até hoje única) mulher a chefiar o governo israelense, e uma das primeiras do mundo. Seu governo terminou sob o trauma da Guerra do Yom Kipúr, cuja responsabilidade a acompanhou. Figura complexa e sem verniz — o cabelo preso, o cinzeiro cheio, as frases cortantes —, provou algo que ainda precisava de prova: que o posto mais alto também era lugar de mulher.
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