Um ano, muitas festas.
Na Torá, o guer é a pessoa estrangeira que vive entre o povo, protegida por dezenas de mandamentos e amparada pela memória “estrangeiros fostes no Egito”. No judaísmo rabínico, a palavra passou a designar também quem se converte, o guer tsédek e a tradição afirma que quem escolhe o judaísmo é tão filho e filha de Avrahám e Sará quanto quem nasceu nele. Rut, a moabita que disse “teu povo é meu povo”, tornou-se o modelo e bisavó do rei David. As comunidades liberais fazem questão de honrar essa herança: pessoas convertidas são plenamente judias, sem adjetivos, e a lei que proíbe recordar-lhes a origem de forma vexatória é levada a sério. Afinal, o povo inteiro começou como guer.
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