Um ano, muitas festas.
Gueulá é a libertação, a redenção — e sua matriz na Torá é a saída do Egito, narrada em Shemót e Bo. Deus escuta o clamor de um povo escravizado e o conduz da servidão (avdut) à liberdade (cherut). Essa experiência fundadora é relembrada todos os dias na liturgia e, a cada ano, na mesa do séder: "em cada geração, cada pessoa deve ver-se como se ela própria tivesse saído do Egito".
Na tradição, gueulá aponta também para o futuro — a redenção do mundo ainda por vir. O judaísmo liberal enfatiza a dimensão ativa desse conceito: a libertação do Egito obriga a lutar contra todas as formas de opressão, e a redenção se constrói com mãos humanas, no trabalho contínuo de reparar o mundo (tikun olam).
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