Um ano, muitas festas.
A halachá é literalmente o caminho que se anda — o vasto sistema jurídico-ético que traduz a Torá em vida cotidiana, construído por dois mil anos de perguntas e respostas, códigos e costumes. É um processo, a conversa contínua entre o texto e a vida.
O judaísmo reformista definiu sua relação com ela numa fórmula famosa: a tradição "tem um voto, não um veto". A halachá é consultada com respeito e estudada com seriedade, mas a decisão final cabe à consciência informada de cada pessoa e comunidade — porque um caminho, para ser caminho, precisa poder ser andado por quem caminha hoje.
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