Um ano, muitas festas.
Poeta húngara que fez aliá aos 18, Hannah Szenes (Chana Senesh) alistou-se como paraquedista britânica e saltou sobre a Europa ocupada em 1944, na missão de resgatar judeus da Hungria. Capturada na fronteira, torturada durante meses sem entregar os códigos — nem quando prenderam sua mãe diante dela —, foi executada em Budapeste aos 23 anos, recusando a venda nos olhos. Deixou poemas que viraram liturgia: "Halichá leKessária" — o "Eli, Eli", pedindo que nunca acabem a areia e o mar, o murmúrio das águas, a prece do ser humano — é cantado em memoriais do mundo inteiro. E o outro verso, seu autorretrato: "feliz o fósforo que se consumiu acendendo chamas".
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