Um ano, muitas festas.
O monte, nas estepes de Moáv, de onde Moshé contempla toda a terra prometida — "do Gilad até Dan... até o mar ocidental" — e onde morre, aos cento e vinte anos, "sem que seus olhos se enfraquecessem". Deus mesmo o sepulta no vale, "e ninguém conhece seu túmulo até hoje".
Nevó é o lugar do quase: ver sem entrar, completar a missão sem colher o fruto. A tradição extraiu dali sua ética do inacabado — "não cabe a ti terminar a obra" — e sua sabedoria sobre liderança: há um momento de passar adiante. O túmulo desconhecido é deliberado: nenhum culto ao herói, nenhuma peregrinação; o monumento de Moshé é a Torá que continua sendo lida. Por isso desejamos "até os cento e vinte": a vida plena de Moshé, inteira até o fim — mesmo terminando num mirante.
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