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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
A montanha da revelação — também chamada Chorév —, onde Moshé viu a sarça e aonde voltou com o povo inteiro para o recebimento da Torá.
A localização exata do monte, porém, não é conhecida. A montanha mais importante do judaísmo não é lugar de peregrinação. O midrash diz que a Torá foi dada no deserto, em monte nenhum de ninguém, para que ninguém pudesse reivindicá-la como propriedade. O Sinai, ensina a tradição, não é um endereço, é um evento que continua — "todas as almas estavam lá", inclusive as nossas.
No ciclo de leitura, o Sinai é o cenário onde se passam as parashiot desde Yitró a Ki Tissá — a revelação, as leis e o projeto do Mishcán — e reaparece em Behár, cujas leis a Torá faz questão de dizer que foram dadas ali.