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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
A mame-loshn, "língua materna": o ídiche nasceu há cerca de mil anos nas comunidades judaicas do vale do Reno — base do alemão medieval, escrita em letras hebraicas, vocabulário sagrado em hebraico e aramaico, e depois, na migração para o Leste, temperos eslavos. É o caldeirão cultural em forma de gramática: uma frase em ídiche pode carregar quatro civilizações. Às vésperas da Shoá, era a língua de 11 a 13 milhões de pessoas — com imprensa, teatro, cinema e uma literatura que vai de Sholem Aleichem (o pai do Tevye de "Um Violinista no Telhado") a Isaac Bashevis Singer, Nobel de 1978, passando pelo diário de Glückel de Hameln, três séculos antes. O nazismo assassinou a maioria dos seus falantes; a língua sobreviveu nos redutos ortodoxos, nas universidades, no revival cultural — e nas dezenas de palavras que o mundo inteiro usa sem saber que está falando ídiche.