Um ano, muitas festas.
As mães da Torá não são figuras decorativas: Sará ri e decide, Rivká orienta o destino da bênção, Rachél e Leá nomeiam seus filhos com suas dores e esperanças, Yochéved desafia um decreto de morte, e a mãe por excelência da liturgia — Rachél, em Yirmiáhu — chora pelos filhos exilados e é consolada por Deus.
A tradição chamou as quatro de imahot, matriarcas, e as comunidades liberais as incluíram na Amidá ao lado dos patriarcas — Elohei Sará, Elohei Rivká... A maternidade aparece na Torá em toda sua complexidade: desejada e sofrida, poderosa e vulnerável, incluindo as mães "de segunda categoria" (Hagár, Bilhá, Zilpá) que a leitura contemporânea faz questão de nomear e honrar.
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