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Saiba mais →Divisões narrativas das parashiot baseadas na obra A Torá: Um Comentário Moderno, de W. Gunther Plaut, gentilmente cedidas pela UJR-AmLat.
Para a psique judaica, as narrativas da Torá não são apenas histórias sobre um passado distante. Elas constituem um campo permanente de interpretação: seus personagens, acontecimentos e imagens continuam sendo relidos à luz de novas perguntas e experiências.
O hebraico é um idioma consonantal, com a raiz das palavras formada pelas consoantes. As palavras têm acentuação oxítona, o que cria um desafio ao musicá-las respeitando a prosódia. Funciona pelo sistema de raízes de três consoantes: de sh-m-r brotam "guardar", "guardião", "conservado", como galhos de um mesmo tronco.
O texto era escrito originalmente apenas pela raiz consonantal; os sinais atuais de pontuação vocálica, o nikúd, foram inventados pelos massoretas séculos depois, justamente para preservar a leitura correta do texto bíblico. Pertence à família das línguas semíticas, no ramo cananeu do noroeste — irmão próximo do fenício e do moabita, primo do aramaico e do árabe.
Historicamente, o aramaico foi tomando o lugar do hebraico como língua falada, por ser o idioma dos impérios assírio, babilônico e persa. Por isso o Talmud, o Kadísh e a Ketubá estão escritos em aramaico.
Porém, o hebraico ficou preservado como leshón hakódesh — "a língua sagrada" — na Torá, na liturgia, no estudo, na halachá, na poesia e na correspondência entre comunidades.
E então o hebraico voltou a ser falado. No final do século XIX, Eliezer Ben-Yehuda e a geração do renascimento nacional empreenderam a única revitalização completa de uma língua na história, com o primeiro falante nativo em milênios: o próprio filho de Ben-Yehuda.
O hebraico moderno se desenvolveu com a inclusão de novos termos e adaptação de palavras antigas; a pronúncia se simplificou e o sistema verbal mudou. O hebraico bíblico marca aspecto — ação completa ou incompleta — mais que tempo; o moderno tem passado, presente e futuro à europeia.